Cancel Preloader

Parlamento dos Jovens

  • João Paulo Ramos
  • 15 Jul, 2021
  • 0 Comentários
  • 10 Mins Read

Atualização de 15.jul.2021

Assista AQUI à reportagem multimédia da participação da EBARS na edição 2019-2021 do Programa Parlamento dos Jovens – Ensino Básico, cujo tema foi Violência doméstica e no namoro: da sensibilização à ação!


Atualização de 21.jun.2021

Mesmo com máscara, EBARS fez-se ouvir na Assembleia da República

No dia 15 de junho, teve lugar a Sessão Nacional do Ensino Básico do Parlamento dos Jovens, a qual contou com a participação de jovens deputados/as em representação dos círculos eleitorais nacionais, dos círculos da Europa (Cycle d’orientation des Grandes Communes – Suíça) e de fora da Europa (Escola Portuguesa de São Tomé e Príncipe). Após debate em Comissões e em Plenário, foi aprovada a Recomendação Final sobre o tema da presente edição: “Violência doméstica e no namoro: da sensibilização à ação”. Participaram na sessão os 131 deputados/as, provenientes de 66 escolas, que haviam sido eleitos/as nas Sessões Distritais e Regionais. A Mesa, constituída por quatro jovens eleitos/as para o efeito, conduziu os trabalhos a partir da Sala das Sessões na Assembleia da República.

A cerimónia de abertura teve início às 10h00 e contou com a presença e intervenção do Vice-Presidente da Assembleia da República, José Manuel Pureza, do Presidente da Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, deputado Firmino Marques, e do Secretário de Estado Adjunto e da Educação, João Costa.

Os/As deputados/as dos diferentes círculos participaram por videoconferência, tendo reunido nos locais providenciados pelas entidades parceiras. Os círculos eleitorais de Braga, Bragança, Porto, Viana do Castelo e Vila Real reuniram nas instalações do Fórum Cultural de Ermesinde.

Em representação do círculo de Braga, pela Escola Básica António Rodrigues Sampaio (EBARS), estiveram presentes a aluna Edite Rolo e o aluno Paulo Barreiro, como deputados, e a aluna Letícia Barbosa, como jornalista.
Esta sessão constituiu a terceira e última etapa da edição 2019/2021 do Parlamento dos Jovens. Numa primeira fase, a nível de escola, o tema proposto foi debatido com a participação de convidados, nomeadamente a Dra. Isabel Abreu, do Espaço Bem Me Querem, da Câmara Municipal de
Esposende; a Eng.ª Alexandra Roeger, vereadora da Câmara Municipal de Esposende; agentes da
Escola Segura, Destacamento de Barcelos; e a Dra. Carla Ravazinni, psicóloga clínica, colaboradora da Cruz Vermelha e especialista no apoio à vítima de violência doméstica. A escola organizou, igualmente, dois debates especiais, com a participação, após convite, de deputados da Assembleia da República, concretamente a deputada Clara Marques Mendes (PSD) e o deputado Telmo Correia (CDS-PP), este último por videoconferência. Ainda a nível interno, procedeu-se à organização do processo eleitoral, à campanha e eleição dos deputados/as à Sessão Escolar e, no âmbito desta última, à aprovação do Projeto de Recomendação da Escola e à eleição dos respetivos representantes à Sessão Distrital.

Como forma de assinalar o dia 25 de novembro – Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres –, o Agrupamento associou-se à campanha Novembro Branco, promovida pelo Município de Esposende e, nos dias 24 e 25 de novembro, vestiu-se de branco, com o objetivo de sensibilizar toda a comunidade educativa para a prevenção da violência doméstica e no namoro.

Numa segunda fase, realizou-se a Sessão Distrital, tendo os/as deputados/as reunido, em representação das escolas de cada círculo eleitoral, para aprovação dos Projetos de Recomendação, eleger os/as deputados/as e o/a Porta-Voz à Sessão Nacional. A Sessão do círculo de Braga foi presidida pela aluna Letícia Barbosa, da EBARS.

Ao longo da Sessão Nacional, os jornalistas desempenharam um papel de importância relevante, uma vez que elaboraram reportagens – candidatas ao Prémio Reportagem – e procederam a publicações nas redes sociais do Parlamento dos Jovens, de modo a proporcionar o acompanhamento dos trabalhos da Sessão Nacional. A sessão foi emitida em direto através do Canal Parlamento e da página de Facebook do
Parlamento dos Jovens.

Após aprovação do Projeto de Recomendação, do qual consta um conjunto de vinte e duas medidas a apresentar à Assembleia da República, a sessão foi encerrada pela Coordenadora do Grupo de Trabalho do Parlamento dos Jovens da Comissão de Educação, Ciência, Juventude e Desporto, Maria Begonha.

No decurso da presente edição, foram várias as etapas em que se concedeu espaço e voz aos alunos para estudar, aprender, discutir, negociar, ceder, votar, tomar decisões e encontrar compromissos – ingredientes fundamentais para o funcionamento do regime democrático.

Em jeito de balanço final, apraz registar que o vírus não travou as vozes dos participantes no combate ao grave flagelo que constitui a violência doméstica e no namoro, tendo sido contagiantes, não obstante as dificuldades atípicas que se foram deparando, a motivação, o entusiasmo e o empenho manifestados pelos jovens deputados em dar continuidade ao projeto.

Enquanto coordenadora, na EBARS, sinto-me privilegiada por poder participar e colaborar numa das experiências com mais sucesso na educação dos/as nossos/as alunos/as para a cidadania – o Programa Parlamento dos Jovens.

Isabel Morais, Coordenadora do PJ na EBARS


Atualização de 15.jun.2021

Já estamos por terras de Ermesinde! Vídeo 1Vídeo 2

 


Atualização de 11.jun.2021

Decorrerá, no próximo dia 15 de junho, a partir das 10h00, a Sessão Nacional do Ensino Básico do Parlamento dos Jovens (agenda provisória),  que será emitida em direto através do Canal Parlamento e da página de Facebook do Parlamento dos Jovens.

Desde já se salienta o facto de uma das 12 perguntas que recolheram maior número de votos e que serão colocadas aos Deputados da AR, no dia da Sessão, é a do nosso Paulo Barreiro, ex-presidente da Associação de Estudantes da EBARS. A referida questão será colocada a um Deputado do PCP, a designar.


Atualização de 1.mar.2021

“A violência no namoro é crime punido com pena de prisão de um a cinco anos.”
Deputado Telmo Correia conversa com alunos do Parlamento dos Jovens da EBARS

Por Isabel Morais

No pretérito dia 24 de fevereiro, o Deputado Telmo Correia, do grupo parlamentar do CDS-PP, participou, como convidado externo e através de videoconferência, no debate do Ensino Básico do Parlamento dos Jovens, realizado com alunos/as do 3.º Ciclo da E.B. António Rodrigues Sampaio, cujo tema é “VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E NO NAMORO: DA SENSIBILIZAÇÃO À AÇÃO”.

Dinamizada pela coordenadora do Programa, professora Isabel Morais, a iniciativa, que contou com a presença da Senhora Diretora do Agrupamento e de antigos e atuais alunos/as, constituiu o culminar de uma sequência de sessões de reflexão sobre a problemática em questão.
De uma forma bastante cativante, o deputado dividiu a sua intervenção em duas partes. Começou por falar sobre a Assembleia da República – funções, organização e funcionamento – e incidiu, depois, a sua análise sobre o tema em debate no Parlamento dos Jovens: “Violência doméstica e no namoro: da sensibilização à ação”. A este propósito, alertou os participantes para o caráter ilícito de toda e qualquer forma de agressividade na relação afetiva entre cidadãos: “A violência no namoro é crime punido com pena de prisão de um a cinco anos”.
A sessão terminou após momentos de pergunta-resposta entre o parlamentar e alunos/as. Ficou a promessa de uma visita à nossa escola, no sentido de contactar, presencialmente, com toda a comunidade educativa.


Notícia de 16.fev.2021

“Não podemos deixar que o outro seja o nosso dono.”

Dra. Carla Ravazinni debate violência doméstica com discentes do Parlamento dos Jovens

Por Carlos Gouveia da Silva

No dia 15 de fevereiro teve lugar, via videoconferência, a terceira sessão de trabalho do Parlamento dos Jovens da Escola Básica António Rodrigues Sampaio. Aproveitando a proximidade da comemoração do Dia dos Namorados e a pertinência da abordagem de questões que lhe estão associadas, a sessão debateu a problemática da violência doméstica e da violência no namoro. Dinamizada pela coordenadora escolar do programa, professora Isabel Morais, e contando com a presença da Diretora do Agrupamento, da coordenadora das Bibliotecas Escolares e de antigos e atuais alunos, a iniciativa teve como oradora convidada a Dra. Carla Ravazinni.

De forma clara e assertiva, a psicóloga clínica – colaboradora da Cruz Vermelha e especialista no apoio à vítima de violência doméstica – introduziu o tema, começando por estabelecer uma distinção entre os fenómenos da violência doméstica e da violência no namoro. A este propósito e no que se refere aos protagonistas, explicou que “enquanto no primeiro caso as vítimas são essencialmente mulheres, no segundo a questão do género não é tão marcante, sendo os homens e as mulheres agressores e vítimas por igual”.

A violência no namoro abrange uma diversidade de comportamentos – controlo, perseguição, violência sexual, violência psicológica, violência através das redes sociais e violência física – e, embora uma parte significativa dos jovens não enquadre algumas destas atitudes no domínio da violência, a Dra. Carla Ravazzinni alerta: “A violência no namoro é crime e tem moldura penal”, uma vez que “o agressor pretende retirar ou controlar a liberdade do outro”.

Segundo a oradora, o comportamento dos agressores não pode ser explicado por uma só causa: “É um processo multifacetado, de socialização que falhou, com vínculos inseguros e baixa autoestima. Muitos dos agressores foram eles próprios vítimas e refletem modelos domésticos com os quais cresceram”.

Se queremos evitar a ocorrência de comportamentos violentos no futuro, devemos “começar muito atrás e não permitir que um conjunto de crenças se cristalizem e influenciem a vida adulta”, assim como desconstruir ideias feitas, como “o ciúme é prova de amor”, esclareceu a psicóloga clínica. “Porque não tenho direito a ter o meu espaço e a minha privacidade? Porque não posso ir a um jantar com familiares ou amigos? Porque tenho que partilhar as minhas palavras-passe com o/a meu/minha namorado/a?”, questionam-se muitos jovens, ao longo do namoro, em face do controlo exercido pelo par. Sobre estas situações, a Dra. Carla Ravazinni é irredutível: ”Não podemos deixar que o outro seja o nosso dono”.

Relativamente ao projetos desenvolvidos em contexto escolar em torno desta problemática, a convidada salientou que os alunos devem ser os destinatários das iniciativas e, simultaneamente, os agentes, os “pares mediadores”. “É fundamental os jovens serem construtores destes projetos escolares e assumirem uma posição de modelos, assumirem a responsabilidade de vestir a camisola pela causa”, referiu, acrescentando ser importante os alunos “conhecerem as pessoas, os sinais, os mecanismos de ajuda, de modo a auxiliarem um colega ou um amigo vítima de violência”, encaminhando-o.

Nos primeiros tempos da pandemia que assola o planeta, com disseminação do coronavírus e confinamentos forçados nos espaços domésticos, as denúncias de violência doméstica decresceram, uma vez que as redes de apoio passaram a trabalhar à distância e as oportunidades de pedir ajuda diminuíram. As entidades responsáveis passaram, então, a difundir nas redes sociais linhas adicionais de ajuda. “Talvez não tenha sido o suficiente”, sublinhou a Dra. Carla Ravazinni, “mas foi um contributo fundamental para a ocorrência de um boom de denúncias”. De janeiro a setembro de 2020, recorde-se, a PSP registou uma média de 40 casos de violência doméstica por dia, 11000 em nove meses.

Terminada a sessão, que decorreu numa interessante dinâmica de pergunta-resposta entre os alunos e a oradora, ficou a certeza de todos terem saído mais conhecedores da problemática em análise e conscientes da importância do seu contributo na resolução de conflitos.